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Bush anuncia projeto de retorno à Lua até 2020
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou o investimento de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) em viagens espaciais que incluem o projeto de retorno de missões tripuladas à Lua até 2020. Segundo o presidente americano, astronautas viveriam e trabalhariam na Lua em preparação para futuras viagens a Marte e a outros planetas. Bush acrescentou que o programa de ônibus espaciais será retomado em breve, para completar a Estação Espacial Internacional. Mas dentro de uma década o ônibus devem ser ''aposentados'', quando os trabalhos na Estação Espacial Internacional deverão ser finalizados. Segundo a proposta do presidente, a agência espacial americana, Nasa, receberia US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,8 bilhões) extra em cinco anos. 'Próximos passos' Falando da sede da Nasa em Washington, Bush lembrou que o último ser humano foi à Lua há 30 anos.
''É o momento dos Estados Unidos darem os próximos passos. Hoje eu anuncio um novo plano para explorar o espaço e estender a presença humana pelo nosso sistema solar'', disse o presidente. Segundo o editor de ciências da BBC News Online, David Whitehouse, é a primeira vez em décadas que um projeto prevê que astronautas americanos terão realmente um destino definido. Detalhes da proposta divulgados pela Casa Branca pouco antes do discurso de Bush indicam que será necessário injetar mais US$ 12 bilhões no orçamento da Nasa nos próximos cinco anos: US$ 11 bilhões viriam de relocação de fundos da própria agencia e Bush pediria ao Congresso para aprovar o US$ 1 bilhão restante. Mas críticos, incluindo conservadores, afirmaram que a proposta de Bush é irresponsável no momento que o déficit do orçamento federal está aumentando. ''Eu acho um absurdo. Bush tem gastado como se tivéssemos dinheiro para queimar e nós não temos'', disse Stephen Moore, presidente do Clube para o Crescimento, um grupo político conservador poderoso que apóia a administração Bush. Alguns analistas também afirmam que a atitude de Bush é motivada pelas eleições presidenciais, que ocorrem no fim do ano, e pode gerar ainda mais desemprego. |
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