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Tire suas dúvidas sobre o mal da vaca louca
O primeiro caso suspeito do mal da vaca louca nos Estados Unidos pode provocar bilhões de dólares em prejuízos à economia americana. O mercado de carne vermelha vive um ótimo momento no país e no mundo, principalmente por conta da dieta de baixo consumo de carboidratos e rica em proteínas, seguida por astros do cinema e outras milhões de pessoas em todo o mundo. Se o caso for confirmado nos Estados Unidos, teme-se que pode acontecer o mesmo o que ocorreu na Grã-Bretanha: a doença gerou um pânico entre a população com a suspeita que ela pode ser transmitida aos seres humanos. A seguir, tire algumas dúvidas sobre o mal da vaca louca. O que é o mal da vaca louca? Mal da vaca louca é o nome popular dado à encefalopatia espongiforme bovina (ou BSE, na sigla em inglês). A doença degenerativa é provocada pelo acúmulo de um príon (pequena e resistente proteína) no cérebro. A proteína atinge o sistema nervoso central do gado adulto, é transmissível e progride lentamente. O gado afetado apresenta perda de equilíbrio e enfurecimento. Daí o termo "vaca louca". O mal da vaca louca atinge seres humanos? A BSE é uma doença que afeta o gado. Mas há a ocorrência em seres humanos de uma doença bastante semelhante chamada Creutzfeldt-Jakob (CJD), nome dado a partir do cientista que a descobriu na década de 20. Quando a BSE começou a afetar o gado britânico, houve casos de uma variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD), que alguns cientistas associaram ao mal da vaca louca. Mais de 130 pessoas morreram vítimas da vCJD, a maioria na Grã-Bretanha. As vítimas teriam se contaminado por meio da ingestão de carne contaminada. Como a doença tem uma progressão lenta, levando até dez anos para a pessoa manifestar os sintomas, muitos acreditam que uma epidemia de vCJD ainda está por vir. Mas a ligação entre vCJD e consumo de carne contaminada não foi comprovada cientificamente. Outra corrente ainda acha que ela pode ser transmitida através do sangue contaminado. Como a epidemia de BSE começou? O primeiro caso foi detectado em 1986 no gado britânico. As vacas e bois foram contaminados depois de ingerir rações compostas por partes de carcaças de carneiros infectados por príons modificados. O príon existe nos carneiros e no homem, mas sua função nesses organismos ainda não foi esclarecida. O pico do mal da vaca louca ocorreu em 1993, quando mais de mil casos eram identificados por semana. O governo britânico foi acusado de ter negligenciado o problema, tendo demorado a sacrificar o gado e alertar a população sobre riscos de transmissão. Em 1996, um novo surto de BSE ocorreu na Europa, afetando outros países. O mesmo ocorreu em 2000, com milhares de bovinos sendo sacrificados em praticamente toda a Europa e o Japão. Mas o problema sempre foi maior na Grã-Bretanha. Como o problema deve ser combatido? O gado com BSE precisa ser sacrificado. Devido ao risco de transmissão da doença para seres humanos, produtos à base de carne ou leite de vaca precisariam ser evitados. Mas como ambas as doenças BSE e vCJD podem demorar até dez anos para se manifestarem, controlar uma possível epidemia torna-se um desafio para a saúde pública. A BSE pode afetar o Brasil? Nenhum caso do mal da vaca louca foi detectado no Brasil. Mas o país enfrentou uma briga comercial com o Canadá, em 2001, quando o país chegou a vetar a entrada de carne bovina brasileira. A suspensão foi mais tarde resolvida. Como a BSE pode ser detectada? Análise dos sintomas no gado. Recentemente, foi desenvolvido um exame capaz de detectar a presença de príons no sangue e no tecido do animal. |
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