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Gene mutante evita o pior efeito da malária, diz estudo
Um gene mutante que evita os efeitos da malária pode ajudar os cientistas na descoberta de uma vacina contra a doença. Segundo os pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, o gene CR1 pode ter evoluído como forma de defesa contra a malária. Ele impede que, em caso de infecção, as células vermelhas do sangue “se grudem”, bloqueando as veias. O estudo foi concentrado em Papua Nova Guiné, onde há um alto índice de casos de malária e cerca de 80% da população carrega o gene mutante. Em lugares onde a doença é incomum, a existência do CR1 mutante é rara. Isso significa que há uma vantagem evolucionária em países onde a doença está alastrada. Casos severos A versão normal do CR1 produz uma proteína “grudenta” na superfície da célula vermelha sangüínea, fazendo com que uma proteína produzida pelo parasita da malária se grude a ela. Isso leva, nos casos mais severos da doença, a uma aglomeração de células vermelhas sangüíneas não-infectadas em torno das células infectadas. As veias são bloqueadas impedindo a irrigação para os principais órgãos. Com a versão mutante do CR1, não ocorre esse amontoamento de células. Evolução Os cientistas escoceses constataram que, em Papua Nova Guiné, quatro entre cinco pessoas tinham o CR1 mutante, indicando seu papel principal na sobrevivência dos pacientes. Ao longo dos séculos, aqueles que carregavam o gene mutante tinham maior chance de sobreviver, tendo tempo suficiente para ter filhos. Com a evolução, a proporção de pessoas com o CR1 mutante aumentou gradualmente. Tendo identificado o CR1 como um importante fator na resposta aos efeitos da malária, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma pista para uma vacina efetiva. Alexandra Rowe, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, disse que há a possibilidade de criar uma vacina cujo alvo seja a proteína do parasita da malária que permite a ligação com a proteína do CR1. |
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