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Fusão de vírus pode ter originado Sars, diz pesquisa
O vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) pode ter sido o resultado da fusão de vírus que geralmente atacam pássaros e mamíferos, disseram pesquisadores. A descoberta é baseada na análise genética do coronavírus, causador da doença, e de outros vírus. Um fenômeno parecido foi responsável pelo surgimento de novas variedades do vírus da gripe. A pesquisa, de uma equipe da Universidade de Toronto, no Canadá, foi divulgada pela publicação científica Journal of Virology. Epidemia A Sars matou 774 pessoas e infectou mais de oito mil em uma epidemia que atingiu vários países, especialmente da Ásia, em 2003. A China foi o país mais atingido, com grande número de casos em Hong Kong. Na América, o Canadá também registrou mortes em decorrência da doença. O vírus foi identificado como um novo tipo de coronavírus. Tais micróbios geralmente causam doenças veterinárias – mas, na maioria dos casos, não causam nada mais grave do que um resfriado comum em pessoas. O líder dos pesquisadores da Universidade de Toronto, David Guttman, descobriu que cerca de metade do DNA do vírus da Sars tinha semelhanças com seqüências genéticas de coronavírus extraídos de mamíferos. A outra metade se parecia com seqüências genéticas de coronavírus encontrado normalmente em pássaros, e um gene importante - que controla a habilidade do vírus de infectar células - parecia ser uma mistura dos dois tipos. Segundo Guttman, a fusão destes vírus de mamíferos com vírus de pássaros provavelmente deu ao vírus da Sars resistência ao sistema imunológico humano. ''Nosso sistema imunológico nunca viu esta nova forma viral, de forma que é mais difícil responder de forma rápida e efetiva'', disse Guttman, que pesquisa com sua equipe formas mais efetivas de tratamento. |
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