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Colin Powell defende abstinência sexual
O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou que serão investidos os US$ 15 bilhões (R$ 44,5 bilhões) prometidos pelo presidente George W. Bush no combate à Aids. Powell defendeu que um terço desse dinheiro seja usado em campanhas que pregam abstinência sexual. O secretário de Estado Americano discordou dos que criticaram o direcionamento dessa verba para programas que incentivem os jovens a não praticarem sexo. “Abstinência funciona, nós sabemos que funciona. Se não estivermos transmitindo o HIV por relações sexuais, a doença não vai ser transmitida”, disse, em entrevista exclusiva à BBC. Powell afirmou, porém, que a abstinência sexual será incentivada como parte de um programa maior, que inclui educação, promoção do sexo seguro e do uso de camisinha, tratamentos e pesquisas para cura da Aids. "Abstinência é boa para os jovens que ainda não estão prontos para as responsabilidade de uma relação sexual”, disse. Compromisso Powell disse também que os Estados Unidos dão uma contribuição maior que qualquer outro país para o combate do HIV e da Aids. Ele afirmou que o combate à Aids é uma questão de segurança nacional, porque pode provocar o colapso de alguns países. O secretário disse que a administração Bush não vai voltar atrás em seu compromisso de gastar US$ 15 bilhões com Aids nos próximos cinco anos. As declarações do secretário americano vieram amenizar a preocupação de que a verba prometida não fosse de fato direcionada para a luta contra o HIV, já que o presidente americano teria pedido para o Congresso aprovar apenas US$ 2,1 bilhões para a questão em 2004. Segundo o correspondente da BBC em Washington, Michael Buchanan, os americanos pensavam que a cada ano Bush investiria pelo menos US$ 3 bilhões. Powell disse, no entanto, que os Estados Unidos assumem o compromisso de gastar cada centavo dos US$ 15 bilhões prometidos. “Esperamos que o Congresso aprove e gastaremos, porque há uma urgência desse dinheiro para o mundo”. Segundo Powell, a epidemia de Aids ameaça a viabilidade de alguns países. "Ela desestrutura famílias, cidades e, conseqüentemente, países inteiros” Vulnerabilidade Ativistas manifestaram preocupação com a decisão do presidente Bush de destinar apenas US$ 2,1 bilhões para o combate à doença no próximo ano, argumentando que temem que o programa seja abandonado sem recursos. “É uma pena que o presidente esteja disposto a prometer, mas não se mostre disposto a cumprir”, disse Nita Lowey, uma congressista do Partido Democrata. "Eu temo que, competindo com outras prioridades americanas e com um déficit crescente, seja um grande desafio conseguir dinheiro suficiente para esses programas”, disse Sandra Thurman, do Fundo Internacional de Aids. |
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