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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 05h43 GMT (03h43 Brasília)
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OMS alerta para 'explosão' de diabetes
Alimentação gordurosa e sedentarismo favorecem desenvolvimento da doença
Alimentação gordurosa e sedentarismo favorecem desenvolvimento da doença

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira que o número de diabéticos poderá dobrar nos próximos 20 anos em países em desenvolvimento, grupo que inclui o Brasil.

De fato, em 2030, o país poderá ter 11 milhões de diabéticos, mais do que o dobro do número de casos da doença que tinha em 2000 (4,5 milhões), segundo as projeções da OMS.

A doença foi tradicionalmente ligada a países ricos, mas está se tornando mais comum nos países em desenvolvimento, por causa da aumento da expectativa de vida e da adoção de hábitos 'ocidentais' como a má alimentação e o sedentarismo.

"Mesmo enquanto (os países pobres) lutam para lidar com problemas como a Aids, malária e tuberculose, eles também precisam se preparar para lidar com doenças que vêm com a mudança de estilo de vida e o envelhecimento da sua população", afirmou a diretora-assistente da OMS, Catherine Le Gales-Camus.

O diabetes é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue devido à incapacidade do organismo de produzir insulina nos níveis suficientes, ou de não produzi-la, no caso do diabetes tipo 1.

Dia Mundial do Diabetes

De acordo com a organização, existem 176 milhões de diabéticos hoje no mundo e esse número pode aumentar para 284 milhões em 2030, se prevenirem contra a doença.

As melhores formas de fazer isso seria controlar a ingestão de gorduras e açúcares e fazer exercícios físicos.

Atualmente, uma em cada 20 mortes que é atribuída ao diabetes, segundo a OMS, cujo alerta marca o Dia Mundial do Diabetes.

No entanto, a data também foi marcada pela divulgação de um estudo que vislumbra a cura da doença.

Em trabalho publicado na revista Science, cientistas do Hospital Geral de Massachusetts afirmaram que experimentos com ratos indicaram que o diabetes tipo 1 pode ser revertido.

No que é considerada a forma mais grave da doença, o organismo destrói as células do pâncreas que produzem a insulina e a pessoa precisa injetar doses externas na substância para equilibrar o nível de açúcar no sangue.

Desde 2001, os cientistas vêm simulando essas condições em ratos e realizando experiências que consistem em transplantar células do baço de animais saudáveis para ratos "diabéticos".

Inicialmente, acreditava-se que os ratos precisariam de mais implantes para produzir insulina, mas experimentos mais recentes comprovaram que os animais passaram a produzir a substância sozinhos.

A recuperação dos animais leva os cientistas a acreditar que o mesmo aconteceria com seres humanos, como dizem os cientistas na revista Science.

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