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Cientistas criam vírus de laboratório a partir de DNA
Pela segunda vez na história, cientistas utilizaram segmentos de DNA para construir a base genética de um organismo. Pedaços de DNA foram juntados para fazer o genoma de um vírus chamado PHI-X. O pesquisador por trás da façanha é Craig Venter, aclamado como um pioneiro da leitura do código genético. O trabalho foi publicado no jornal acadêmico americano Proceedings of the National Academy of Science. O vírus criado artificialmente por Venter, o Phi-X174 (Phi-X) geralmente infecta bactérias. Ele foi o primeiro organismo a ter seu código genético mapeado. O seu genoma é composto por 5.386 segmentos de DNA ordenados num pequeno círculo. Anteriormente, cientistas já tinham sintetizado o genoma do poliovírus usando enzimas fabricadas naturalmente nas células. Entrentato, aquela iniciativa levou anos e resultou em vírus com defeitos em seus códigos genéticos. Bactérias Venter e sua equipe do Instituto para Energias Alternativas Biológicas alteraram uma técnica usada frequentemente – a reação em cadeia pela polimerase – para conseguir reconstruir o genoma do Phi-X em menos tempo e sem erros. O processo inteiro, que durou 14 dias, resultou na criação de DNA viral idêntico ao código genético conhecido. O organismo sintético apresentou o mesmo comportamento do organismo "natural". Conseguiu infectar e matar células de bactérias e não pôde ser distinguido do ser original. Os cientistas dizem que, embora a técnica esteja limitada para organismos simples, a possibilidade de sintetizar rapidamente, e de forma correta, longas seqüências de DNA poderia ajudá-los a compreender a função de determinados genes – além de ser um passo rumo à manipulação de organismos mais complexos. |
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