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Terapia com realidade virtual pode curar aracnofobia
Cientistas da Universidade de Washington desenvolveram um ambiente de realidade virtual que seria capaz de curar o medo de aranhas ou aracnofobia, segundo estudo publicado no Journal of Human Computer Interaction. Há muito tempo que se acredita que a melhor forma de superar esse medo é enfrentar uma aranha cara a cara. O Spiderworld – ou mundo das aranhas – faz isso digitalmente. À primeira vista, aparece uma cozinha clara, acolhedora e quente. No entanto, logo depois de entrar nela, o visitante vê uma aranha correndo pelo chão. Na primeira sessão, os pacientes da fobia são instruídos a apenas seguir o inseto com os olhos. Os aracnofóbicos, então, andam pela cozinha com a intenção de se aproximar da aranha. Na segunda sessão, eles têm que ser mais corajosos. Balde virtual Dessa vez, eles ganham um balde virtual. Ao pôr o balde no chão, uma aranha grande, balançando as suas patas desce do teto. Ao pegar o balde outra vez, ela desaparece.
A partir desse método, o paciente passa a levantar e abaixar o balde até se acostumar com a presença da aranha. Na sessão final, o visitante tem que confrontar uma tarântula virtual. O aracnídeo, entranto, não é uma tarântula comum: ela tem o tamanho de um punho e se alimenta de passarinhos. Ao mesmo tempo, a mão real dos aracnofóbicos toca e segura a aranha virtual. "Para eles, a aranha é peluda e sólida", afirmou Hunter Hoffman, um dos criadores do Spiderworld. Os pesquisadores testaram a sua terapia virtual em oito pessoas que sofriam de aracnofobia. Antes de "entrarem" no "mundo das aranhas", a maioria dos integrantes do grupo era incapaz de chegar a menos de um metro e meio de uma tarântula presa em uma caixa de vidro. Depois da experiência, eles conseguiram chegar a 15 centímetros de distância do inseto. |
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