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Atualizado às: 04 de novembro, 2003 - 18h30 GMT (16h30 Brasília)
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Terapia com realidade virtual pode curar aracnofobia
Hunter Hoffman ajuda o aracnófobo a entrar no 'mundo virtual'

Cientistas da Universidade de Washington desenvolveram um ambiente de realidade virtual que seria capaz de curar o medo de aranhas ou aracnofobia, segundo estudo publicado no Journal of Human Computer Interaction.

Há muito tempo que se acredita que a melhor forma de superar esse medo é enfrentar uma aranha cara a cara.

O Spiderworld – ou mundo das aranhas – faz isso digitalmente. À primeira vista, aparece uma cozinha clara, acolhedora e quente.

No entanto, logo depois de entrar nela, o visitante vê uma aranha correndo pelo chão.

Na primeira sessão, os pacientes da fobia são instruídos a apenas seguir o inseto com os olhos.

Os aracnofóbicos, então, andam pela cozinha com a intenção de se aproximar da aranha.

Na segunda sessão, eles têm que ser mais corajosos.

Balde virtual

Dessa vez, eles ganham um balde virtual. Ao pôr o balde no chão, uma aranha grande, balançando as suas patas desce do teto.

Ao pegar o balde outra vez, ela desaparece.

Tarântula
A tarântula virtual come passarinhos

A partir desse método, o paciente passa a levantar e abaixar o balde até se acostumar com a presença da aranha.

Na sessão final, o visitante tem que confrontar uma tarântula virtual.

O aracnídeo, entranto, não é uma tarântula comum: ela tem o tamanho de um punho e se alimenta de passarinhos.

Ao mesmo tempo, a mão real dos aracnofóbicos toca e segura a aranha virtual.

"Para eles, a aranha é peluda e sólida", afirmou Hunter Hoffman, um dos criadores do Spiderworld.

Os pesquisadores testaram a sua terapia virtual em oito pessoas que sofriam de aracnofobia.

Antes de "entrarem" no "mundo das aranhas", a maioria dos integrantes do grupo era incapaz de chegar a menos de um metro e meio de uma tarântula presa em uma caixa de vidro.

Depois da experiência, eles conseguiram chegar a 15 centímetros de distância do inseto.

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