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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 18h58 GMT (16h58 Brasília)
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EUA gastam mais de US$ 100 mi em campanhas de abstinência

Clamídia
Campanhas também querem reduzir as DST como a clamídia

O governo federal americano atualmente reserva mais de US$ 100 milhões anuais para campanhas de abstinence-only-until-marriage (abstinência até o casamento). O casamento é definido como exclusivamente heterossexual.

Há pelo menos três mecanismos pelos quais diferentes organizações nos Estados Unidos podem conseguir financiamento para campanhas como essa.

A campanha deve ter pelo menos estes sete pontos: 1) Pregar os benefícios sociais, psicológicos e para a saúde que ocorrem quando a abstinência sexual é praticada.

2) Ensinar que a abstinência sexual é a única maneira 100% eficaz de evitar a gravidez precoce, as doenças sexualmente transmissíveis (DST), Aids e outros problemas de saúde associados à prática sexual.

3) Ensinar que uma relação monogâmica no contexto do casamento é o padrão de atividade sexual a ser seguido.

4) Ensinar que a atividade sexual fora do casamento pode trazer efeitos psicológicos e físicos prejudiciais ao ser humano.

5) Ensinar que criar filhos fora do ambiente familiar padrão pode trazer prejuízos para as crianças, para os pais e para a sociedade.

6) Ensinar aos jovens a rejeitar investidas sexuais e mostrar como o uso de álcool e drogas aumenta a vulnerabilidade a doenças sexuais.

7) Ensinar a importância de ter atingido um nível de autosuficiência antes de se tornar sexualmente ativo.

Uganda

A Casa Branca argumenta que as campanhas contra a Aids na África devem seguir o exemplo de Uganda, país africano de maior sucesso no combate à doença. No país, os casos anuais de Aids foram reduzidos pela metade após a implementação da técnica do ABC: abstinency, be faithful in marriage and condoms (ou abstinência, fidelidade e uso de camisinha).

A campanha de Uganda pregava que primeiro as pessoas deveriam tentar não praticar sexo. Mas, se fossem casadas, que tentassem ser fiéis. Somente se nenhuma dessas duas alternativas fosse possível, a camisinha deveria ser usada.

Estratégia semelhante à de Uganda, que prioriza a abstinência, vem sendo implementada por diversas organizações e governos locais nos Estados Unidos, com o objetivo de atrasar a iniciação sexual dos adolescentes e, conseqüentemente, a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis.

Bill Albert, porta-voz da Campanha Nacional de Prevenção à Gravidez Precoce, que monitora as políticas de combate ao problema nos Estados Unidos, afirma que ainda não se sabe se essas políticas de abstinência funcionam, mas argumenta que elas podem ajudar na obtenção do objetivo da campanha, que é reduzir em um terço o índice de gravidez precoce nos Estados Unidos até 2005.

Mesmo sendo contra deixar de fornecer informações sobre o uso de preservativos e outros métodos anticoncepcionais, Albert diz que o retardamento da atividade sexual - pregado pela maioria das campanhas de abstinência nos Estados Unidos - é uma boa saída para conter a gravidez precoce e, conseqüentemente, a epidemia de Aids.

Atualmente, 65% dos americanos mantêm relações sexuais até os 17 anos e 20% até os 15 anos, idades consideradas precoce pela campanha.

"Não temos informação suficiente sobre se as campanhas de abstinência funcionam ou não. Mas a maioria dos americanos apóiam um retardamento sexual dos adolescentes como a primeira e a melhor opção", diz.

Para Albert, as conseqüências do sexo precisam ser ensinadas.

"Os jovens precisam saber que o sexo não é apenas uma atividade casual, mas que pode trazer conseqüências sérias e mortais", explica. "Os jovens podem receber essa informação também nas escolas, na família, na igreja..."

A campanha afirma que os jovens precisam receber informação, mas que a abstinência é a única forma 100% eficaz de evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. "Não podemos falar o que não é verdade: que a camisinha é completamente eficaz", diz Bill Albert.

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