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Atualizado às: 21 de outubro, 2003 - 20h56 GMT (18h56 Brasília)
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'África do Sul tem 1ª queda em infecções de HIV'
Cinco milhões de sul-africanos são soropositivos
Cinco milhões de sul-africanos vivem com o HIV

O número de infecções por HIV, o vírus que causa a Aids, está caindo pela primeira vez na África do Sul, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira no jornal científico African Journal of Aids Research.

A conclusão é resultado de um cruzamento de estatísticas indicando que nos últimos cinco anos menos mulheres jovens contraíram o vírus com dados colhidos no mais amplo levantamento sobre a doença já realizado no país.

De acordo com o estudo, o número de novas infecções entre a população de 15 a 49 anos caiu de 4,1% em 1997 para 1,7% em 2003.

Com base nesses números, prevê-se que a proporção de infectados nessa faixa etária vai cair para 15,2% em 2010 – contra o recorde de 17,3% registrados em 2001.

O estudo sugere ainda que a epidemia da Aids na África do Sul atingiu o seu pico no ano passado, quando 11% da população sul-africana tinha o HIV.

Cenário melhor

Estudos anteriores haviam previsto um cenário bem pior, com os índices de infectados aumentando a cada ano. Segundo a agência de notícias Reuters, uma projeção feita pelo governo americano sugeria que em 2010 até 37,9% da população sul-africana teria sido infectada pelo HIV.

Os pesquisadores atribuem a queda a vários fatores, incluindo o impacto das campanhas de educação sexual.

"Parece que as pessoas estão captando a mensagem. Especialmente entre os jovens, ela parece estar sendo absorvida cada vez mais", afirma um dos autores do estudo, Thomas Rehle.

Outra explicação para a redução do número de infectados seria a alta incidência de mortes entre os soropositivos.

Os pesquisadores lembram que ainda resta ser medido o impacto da decisão do governo sul-africano de tornar os coquetéis anti-Aids mais acessíveis à população e ressaltam que ainda há "muita incerteza" sobre os rumos da doença no país.

"Cinco milhões de infecções ainda é um enorme fardo para qualquer país", afirmou Rehle em entrevista à agência Reuters.

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