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Microsoft cria serviço de e-mail 'à prova de vazamentos'
Empresa espera que novo programa seja adquirido por empresas e governos
Empresa espera que novo programa seja adquirido por empresas e governos

A mais nova versão do programa de e-mails da Microsoft, o Office, permitirá aos usuários enviar e-mails que se auto-destruirão após um tempo determinado.

A novidade, que será lançada nesta terça-feira, visa aprimorar a segurança no envio de mensagens eletrônicas e evitar que autores de e-mails passem por constrangimentos.

De acordo com a Microsoft, o novo programa permitirá ainda que se limite o número de pessoas que lerão um e-mail e também impedirá que deterimandas mensagens sejam impressas ou repassadas para terceiros.

A expectativa é de que o novo software possa ser usado por governos e empresas para impedir o vazamento de informações confidenciais.

Demissões

Diversos analistas de Wall Street e funcionários de bancos foram ou repreendidos ou mesmo demitidos por terem enviado mensagens eletrônicas incriminadoras.

Um dos casos de maior destaque foi o de Henry Blodget, analista de tecnologia da empresa Merrill Lynch, que foi forçado a se demitir após investigadores terem descoberto que ele havia investido em ações que qualificara em um e-mail como sendo "lixo".

Na Grã-Bretanha, Jo Moorte, uma conselheira especial do governo, perdeu seu cargo após ter enviado um e-mail descrevendo os atentados de 11 de setembro como um bom dia para "enterrar" notícias negativas.

Risco legal

De acordo com a Microsoft, o novo Office permitirá que os usuários ponham um "selo temporal" nos e-mails, permitindo que eles sejam apagados num determinado período.

Mas as organizações que planejam instalar o novo software poderão enfrentar problemas legais.

Nos Estados Unidos, empresas que apagam e-mails estão cometendo um crime federal semelhante ao de destruir documentos.

No início deste ano, coretores da empresa Morgan Stanley foram multados em US$1,6 por não terem mantido registro de seus e-mails.

A companhia afirma ter apagado os e-mails por engano e não numa tentativa deliberada de impedir o trabalho de investigadores financeiros.

A versão 2003 do Office também conta com software que visa proteger conteúdo confidencial nos programas Excel e Word.

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