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Atualizado às: 16 de outubro, 2003 - 13h47 GMT (10h47 Brasília)
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Substância encontrada em grávidas 'ajuda transplante'
Cena de cirurgia
As taxas de rejeição a órgãos transplantes têm caído, mas ainda representam um problema

Uma molécula encontrada nos primeiros estágios da gravidez pode ajudar a reduzir o risco de rejeição em transplantes.

Na gravidez, essa molécula parece manter células do sistema imunológico inativas, evitando que o feto não seja rejeitado pelo corpo da mãe.

Pesquisadores do Medical College da Geórgia, nos Estados Unidos, esperam que agora essa molécula possa ser usada para aumentar as chances de sucesso em transplantes, sem o risco de complicações.

Atualmente, os pacientes têm que tomar remédios fortes para diminuir a possibilidade de rejeição.

Moléculas

A molécula, chamada de HLA-G, reduz quase que por completo o trabalho de células que funcionam como controladoras da distribuição de oxigênio às células do sistema imunológico - regulando, assim, suas atividades contra invasores.

É importante que essas células controladoras permaneçam inativas durante os primeiros estágios da gravidez, porque, como o feto tem material genético tanto da mãe como do pai, ele poderia ser visto como um invasor.

Muitos pacientes que passam por um transplante não rejeitam o novo órgão. Mas, atualmente, ainda não é possível dizer com certeza quais terão problemas.

Por causa disso, todos os pacientes recebem remédios fortíssimos, aumentando a vulnerabilidade deles a uma infecção.

Murat Aqyol, um cirurgião que trabalha para a Unidade de Transplantes de Fígado em Edimburgo, na Escócia, disse à BBC que tentativas anteriores de induzir o organismo a tolerar a um órgão estranho falharam, apesar de terem tido sucesso quando realizadas em animais.

Adaptação

Ele também alertou para o fato de que a molécula HLA-G tem uma ação muito específica durante a gravidez, e, para que ela funcione em transplantes, a molécula teria que provavelmente passar por uma adaptação para lidar com possível reação de um organismo.

"Para fazer com que o organismo de um paciente se torne tolerante, você precisaria saber que tipo de doador seria usado com meses de antecedência", afirmou Aqyol.

"Por essa razão, esse tratamento não iria funcionar em casos de órgãos tirados de pessoas que já morreram.

No entanto, poderia ser útil em casos de transplantes nos quais o órgão é retirado de um membro da família do paciente", completou o cirurgião.

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