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Atualizado às: 29 de setembro, 2003 - 09h46 GMT (06h46 Brasília)
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Protetores solares 'não impedem câncer', afirma estudo
Banho de sol
A recomendação do cientista é evitar o sol ou se cobrir

Protetores solares não funcionam bem na prevenção de câncer de pele, segundo um estudo produzido para a organização não-governamental de combate ao câncer Raft.

Os cientistas descobriram que algumas das marcas de protetor mais populares não detêm os raios UVA – que prejudicam a pele –, mas alertam que ainda são necessários mais estudos para medir a eficiência dos cremes.

O estudo, publicado no Journal of Investigative Dermatology, uma revista especializada da Grã-Bretanha, sugere que a melhor medida de proteção contra os raios ultravioletas continua a ser evitar sol e se cobrir.

O professor Roy Sanders, que liderou a pesquisa, realizou os testes em amostras de pele.

As amostras foram extraídas de pacientes depois de, por exemplo, operações plásticas nos seios.

Elas foram, então, expostas aos raios UVA sob intensidades semelhantes às da luz do sol.

Esse tipo de raios é normalmente associado ao envelhecimento prematuro da pele e ao aumento nas chances de desenvolver câncer de pele.

Radicais livres

Os raios UVA penetram na pele, libertando radicais livre que podem danificar o DNA, o que pode provocar câncer.

Protetores solares deveriam evitar que isso aconteça. No entanto, os médicos testaram três marcas conhecidas de protetor com fatores altos nas doses recomendadas.

Os testes indicaram que, apesar de os cremes evitarem queimaduras, eles não detêm os raios ultravioleta.

"As amostras parecem não ter sido protegidas contra radicais livres", disse Sanders à BBC.

"Isso é um problema porque as pessoas usam esses cremes achando que eles oferecem proteção, mas podem estar correndo altos riscos de desenvolver câncer de pele", disse.

"Se você usa um protetor solar que protege contra UVA e toma sol demais por causa disso, você pode estar, na prática, aumentando a dose de UVA e, conseqüentemente, aumentando as chances de desenvolver um melanoma maligno."

Mark Birch-Machin, especialista da Fundação Britânica de Pesquisa de Câncer, afirmou que os estudos da Raft ainda precisam ser verificados.

"A mensagem desse estudo é que protetores solares não oferecem proteção total contra câncer de pele. São apenas parte do equipamento."

"Eles são quase que a última linha de defesa. As pessoas deveriam usar chapéus, camisetas e ficar na sombra. Não deveríamos confiar exclusivamente nos cremes", completou Birch-Machin.

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