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Fratura em geleira 'ameaça ecossistemas' no Ártico
A maior geleira do Ártico sofreu uma rachadura que estaria comprometendo todo o ecossistema local, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pela revista científica Geophysical Research Letters (GRL). A geleira Ward Hunt – localizada próxima à costa nordeste do Canadá – foi formada há pelo menos 3 mil anos. De acordo com os cientistas, a geleira rachou por causa das mudanças climáticas que afetam a região. Os pesquisadores, no entanto, afirmaram não saber se o processo está associado ao aquecimento global. A grande massa de gelo se partiu em dois pedaços. Os pesquisadores de universidades no Canadá e no Alasca analisaram pessoalmente a geleira e também usaram imagens de satélite e fotos tiradas por helicópteros que sobrevoaram o local para chegar a essas conclusões. Habitat A geleira, de 443 quilômetros quadrados, apresenta agora uma grande fenda que atravessa toda a sua extensão, de norte a sul. Os cientistas acreditam que a rachadura – que vinha crescendo desde o ano 2000 – é o resultado final de um processo que acontece há pelo menos três décadas. "Nós nunca detectamos fraturas tão sérias como essa", disse à BBC Martin Jeffries, da Universidade do Alasca, um dos envolvidos no estudo. Os pesquisadores alertam que a quantidade de gelo liberada pela rachadura pode representar um perigo para quem navega pelo local. A consequência mais imediata disso foi a perda de quase toda a água fresca do maior lago ligado a uma geleira do Hemisfério Norte. A água encontrava-se presa no gelo. A perda de água afetou o meio ambiente local para várias espécies, alertaram os cientistas. "Tratam-se de raros ecossistemas, que são fundamentais para o estudo de como eram a Terra e a vida no planeta em eras mais geladas", disse o cientista. "Se estamos perdendo essas espécies, estamos perdendo também a oportunidade de conhecer melhor o nosso planeta", completa o cientista. Antártica Cientistas estão constantemente monitorando o comportamento das geleiras no Ártico e na Antártica. No ano passado, uma geleira de 3.250 quilômetros quadrados quebrou-se em vários icebergs no continente. A Antártica é uma das três regiões que mais esquentam atualmente no planeta: 2,5 graus centígrados a mais em um período de 50 anos. Alguns especialistas acreditam que as mudanças na temperatura são associadas ao aquecimento global provocado pelos seres humanos com a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Além da perda de ecossistemas, o derretimento das geleiras pode levar a um aumento no nível dos oceanos da Terra, o que poderia deixar vários regiões debaixo d'água. |
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