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Atualizado às: 22 de setembro, 2003 - 20h18 GMT (17h18 Brasília)
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Annan alerta para falhas no combate à Aids
Droga anti-retroviral
Não há remédios baratos contra a Aids na África

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, alertou os líderes mundiais para o fato de que as respostas política e financeira à epidemia da Aids tem sido "lamentavelmente inadequada".

"Não estamos a caminho de reduzir a escala e o impacto da epidemia em 2005", disse ele à assembléia das 191 nações reunidas para rever o progresso com a doença.

Milhares de médicos, políticos e ativistas da luta contra a Aids estão em Nairóbi para o que está sendo visto como uma oportunidade importante para trocar idéias sobre a melhor forma de combater a doença.

A Conferência Internacional sobre Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis na África acontece a cada dois anos.

Um relatório apresentado à assembléia mostra deficiências em diversas áreas, incluindo o aumento do acesso a medicamentos, cuidados com órfãos da Aids, impedir discriminação e interromper transmissão da doença de mãe para filho.

'Obscenidade'

Os objetivos da ONU, fixados há três anos, incluem ter três milhões de pessoas HIV positivas recebendo tratamento em países em desenvolvimento, em 2005, e conter e reverter a epidemia em 2015.

Somente 300 mil pessoas em países em desenvolvimento têm acesso a medicamentos contra a Aids atualmente, embora dados da ONU estimam que entre 5 milhões e 6 milhões de pessoas sofrem com Aids e precisam de remédios.

O enviado especial da ONU à conferência internacional sobre Aids, no Quênia, Stephen Lewis, denunciou como "obscenidade grotesca" a falta de remédios baratos contra a doença na África.

Ele condenou o comportamento dos países mais ricos do mundo: "Nós podemos encontrar mais de US$ 200 bilhões (R$ 580 bilhões) para uma guerra contra o terrorismo, mas não conseguimos encontrar dinheiro para fornecer tratamento anti-retroviral para aqueles que necessitam na África".

Apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,9 bilhões) foi gasto no combate à Aids na África no ano passado, segundo ele.

Estima-se que cerca de 30 milhões de pessoas na África estejam infectadas com o HIV, o vírus que causa a Aids, e cerca de 15 milhões já morreram da doença.

Vida mais longa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer que 3 milhões de pessoas em todo o continente recebam anti-retrovirais até 2005.

Os remédios não acabam com o HIV, mas retardam o seu desenvolvimento, dando aos pacientes a esperança de uma vida mais longa.

Embora os preços de remédios contra a Aids tenham caído, apenas cerca de 50 mil doentes africanos têm acesso a eles.

Especialistas dizem que o grande problema agora é como distribuir os remédios de forma eficiente para todos os desorganizados sistemas de saúde dos países africanos.

Um novo relatório da ONU, distribuído no começo da conferência, descreveu a epidemia de Aids como o maior desafio para melhorar a qualidade de vida da população africana.

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