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Brasileiros que estudam malária têm um dos piores empregos
O trabalho de cientistas brasileiros que têm que se sujeitar a picadas do mosquito que transmite a malária para analisar os hábitos do inseto é o quarto pior do mundo, segundo pesquisa da revista americana Popular Science. A Popular Science enviou um questionário para mais de mil cientistas e usou o resultado para elaborar um ranking das 18 funções mais difícieis. Em primeiro lugar, ficou o trabalho de estudar o mau hálito. As cobaias precisam dar uma baforada no rosto dos cientistas, para testar a eficácia de um produto contra a halitose. Mas Mark Jannot, da Popular Science, diz que, para ele, os brasileiros deviam ter sido os primeiros da lista. "Os mosquitos são difícieis de ser capturados a não ser que os próprios cientistas se transformem em iscas. Por isso os cientistas ficam em redes durante três horas, facilitando a entrada dos mosquitos, e sendo picados cerca de 3.000 vezes durante esse período." 'Mais espertos' "Eu pessoalmente votei nessa pesquisa porque significa alguém ir a uma floresta tropical, onde estão os mosquitos, que são mais espertos do que os cientistas", disse Jannot. O segundo lugar da lista de empregos mais desagradáveis na área da ciência é o ligado à análise de amostras de fezes de pacientes com disenteria. Por exemplo, 19 dos 40 funcionários da empresa Techlab passam o dia abrindo latas de amostras e analisando seu conteúdo para testar a eficácia de kits de análise que a empresa fabrica. O terceiro lugar é ocupado pelos coletores de esperma dos animais para o estudo de fertilização ou para inseminação artificial. As outras atividades profissionais mais difíceis, segundo a pesquisa da revista Popular Science, incluem superintendente de zonas de possíveis surtos como o do vírus Ebola, técnicos que testam câmaras de isolamento para astronautas e pesquisadores de estupros em prisões. |
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