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Celulares inteligentes podem desbancar computadores de mão
Os amantes dos portáteis podem esperar em pouco tempo telefones celulares capazes de satisfazer todas as suas "necessidades eletrônicas". Essa é a opinião de David Levin, quando prevê o futuro da empresa de software que comanda, a Symbian. Ele diz que o custo de se adicionar "novas funções" a aparelhos manuais tem caído, o que deve trazer novidades em breve. Mas o empresário também prevê que ainda vai levar um tempo para que os usuários comecem a usar todos os recursos disponíveis em seus telefones inteligentes e talvez mais tempo ainda para que isso gere lucros para operadoras. Morte digital O especialista prevê que fabricantes dos computadores de mão devem sofrer à medida em que os telefones ficam mais inteligentes. "O PDA está morto", diz ele, referindo-se aos computadores de mão, também conhecidos como Palm Top, marca mais conhecida no mercado. Ele pergunta por que alguém iria preferir um aparelho grandalhão e caro se os telefones inteligentes estão sendo vendido por preços acessíveis na Europa. Da mesma maneira, acredita que as fábricas de câmeras digitais, as webcams, podem ter um "choque". "Em algum ponto nos próximos seis ou nove meses, haverá mais câmeras vendidas em celulares do que de outra maneira", prevê, com base na realidade britânica. Na Ásia, aproximadamente 80% dos telefones já são vendidos com uma câmera a bordo, o que deve ser seguido pela Europa. Números revelam que os aparelhos com câmera têm impulsionado as vendas no continente. De acordo com a consultoria Gartner, durante o segundo trimestre de 2003, a venda total de telefones era de 114,9 milhões de unidades na Europa, 12% a mais do que no mesmo período de 2002 e 2% a mais que no trimestre anterior. Queda nos custos Levin diz que o custo de funções extra não pára de cair. Como resultado, os telefones devem se tornar câmeras, jogos eletrônicos, tocadores de música e rádio. Mas ele diz que a utilidade crucial dos aparelhos continuará sendo as chamadas de voz. O empresário acredita que vai levar tempo para que as pessoas se habituem a tantas novas funções. "Nós temos que entender que o comportamento humano evolui aos poucos e que não basta lançarmos uma novidade tecnológica para que haja imediatamente uma adesão em massa". disse ele. Muitos especialstas subestimaram o tempo que consumidores gastam para adotar e se adaptar a novas maneiras de fazer as coisas. O fato de que tem demorado mais do que o imaginado para que consumidores usem seus telefones, em finalidades diferentes das chamadas comuns, tem levado estudiosos a rebaixar os prospectos de longo prazo para companhias de telefone. |
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