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Atualizado às: 04 de setembro, 2003 - 15h07 GMT (12h07 Brasília)
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Elefantes de Bornéu são reconhecidos como subespécie

Elefante de Bornéu
Elefantes de Bornéu são menores

Os elefantes do Estado de Bornéu, uma ilha na Malásia, devem ser reconhecidos como uma nova subespécie, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

Esses paquidermes, de acordo com testes de DNA realizados por cientistas do WWF e do departamento de natureza Sabah, têm material genético bastante diferente dos outros elefantes do continente asiático.

"A descoberta é uma notícia fantástica. Pensava-se que esses elefantes tinham sido introduzidos em Bornéu pela Companhia Britânica das Índias Orientais como presentes para o sultão de Sulu, no século XVII", afirmou Stuart Chapman, diretor do programa de espécies do WWF.

De acordo com os cientistas, os animais – que são um pouco menores, mais facilmente domesticáveis e teriam um temperamento mais dócil do que os seus "primos" asiáticos – estariam na ilha há muitos milhares de anos.

Os resultados indicam que os elefantes de Bornéu, descendentes dos asiáticos, teriam sido isolados na ilha há cerca de 300 mil anos.

Orelhão

Neste intervalo, eles teriam reduzido em tamanho, mas desenvolvido orelhas maiores, rabos mais longos e presas mais retas.

Por causa dessa diversidade genética, os elefantes de Bornéu devem, segundo o WWF, estar no topo das prioridades de conservação no mundo.

Os testes foram realizados no departamento de Ecologia da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com o DNA colhido nos excrementos dos elefantes.

Lá, o material genético foi comparado com o de outros animais da Ásia e de Sumatra.

"Temos a prova de que eles já estavam lá, remanescentes de uma população muito maior que já viveu na ilha e que ficou cercada na ilha depois que os níveis do mar subiram, cortando a ligação com Sumatra."

Elefante de Bornéu
O DNA faz dos elefantes uma prioridade na área de preservação

Segundo Chapman, acredita-se que existam entre 500 e 2 mil elefantes de Bornéu.

"Eles se adaptaram ao habitat local e têm características únicas, por isso, são essenciais para que a diversidade das espécies da Ásia seja mantida."

O cientista afirma que o principal risco para os elefantes de Bornéu é a destruição do ambiente em que eles vivem, principalmente por causa de plantações de palmeiras para a extração de óleo e outras que podem atrair elefantes.

"Eles não têm vantagens por não serem agressivos. Quando alguém se aproxima deles, eles não atacam, mas, freqüentemente, recuam, quase que constrangidos, e isso aumenta a sua vulnerabilidade."

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