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Atualizado às: 19 de agosto, 2003 - 10h55 GMT (07h55 Brasília)
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Casos de Alzheimer podem triplicar até 2050, diz ONG
Mãos de paciente de Mal de Alzheimer
O número de pessoas sofrendo de demência deve aumentar

Nas próximas décadas pode haver uma "epidemia de mal de Alzheimer" mais grave do que os especialistas previam e o número de pessoas sofrendo do mal pode triplicar até 2050.

Os cálculos são de pesquisadores americanos e foram baseados no fato de que a população mundial está aumentando, ficando mais velha e os pacientes de Alzheimer, vivendo mais.

Na Grã-Bretanha, previsões da ONG britânica Alzheimer Society indicam que haverá um aumento de casos da ordem de 150% nos próximos 50 anos.

A equipe americana do Instituto Rush para o Envelhecimento Saudável afirma que um crescimento acentuado no número de casos pode levar o sistema público de saúde à falência, e pediu mais recursos para a pesquisa de tratamentos.

Estudo feito pelo instituto tendo por base informações do censo nos Estados Unidos sugeriu que até a metade do século 21, até 16 milhões de americanos podem sofrer do mal de Alzheimer.

Estimativas anteriores indicavam que o número de pacientes não passaria de 14,3 milhões.

Longevidade

A primeira razão para o possível aumento de pacientes é o fato de que mais pessoas devem chegar aos 80 e 90 anos de idade no futuro.

Uma em cada cinco pessoas sofre de algum tipo de demência depois dos 80 anos de idade.

Muitos pacientes necessitam de assistência que pode ser dispendiosa e é possível que a doença não altere muito sua expectativa de vida.

Apesar do receio manifestado nos Estados Unidos, a Alzheimer's Society mantém algum otimismo em relação ao futuro.

Seu diretor, Harry Caton, disse que acredita que "em 50 anos haverá enormes avanços em pesquisas".

"Nós aprendemos mais sobre o cérebro nos últimos 50 anos do que nos 5 mil anos anteriores", afirmou Caton. "Então, é provável que existam tratamentos eficazes, prevenção e até cura daqui a 50 anos."

Ele, porém, faz ressalvas. "Para isso acontecer nós vamos precisar de um aumento real de recursos para pesquisa, que fica atrás de muitos outros problemas de saúde, como o câncer e doenças cardíacas.”

O estudo foi publicado na Archives of Neurology.

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