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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 09h23 GMT (06h23 Brasília)
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Grávidas devem evitar aspirinas, diz novo estudo
Alguns analgésicos aumentariam os riscos de aborto natural

Mulheres grávidas ou com planos de ter um bebê devem evitar tomar alguns analgésicos, como a aspirina, alertaram médicos após um novo estudo.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados no British Medical Journal, diz que alguns analgésicos aumentam as chances de as mulheres terem um aborto natural.

O risco é provocado sobretudo por drogas antiinflamatórias não-esteróides como o ibuprofeno e a aspirina.

O estudo, entretanto, confirma que não há problemas ao se tomar paracetamol durante a gravidez.

Estudo anterior

Os resultados do levantamento feito com 1.055 mulheres grávidas na Califórnia confirmam o que dizia um estudo semelhante publicado, em 2001, na Dinamarca.

A pesquisa mostra que as mulheres que tomaram esses analgésicos tiveram um aumento de 80% nas chances de perder o bebê.

Os médicos, porém, disseram que essa estatística pode não ser totalmente confiável devido ao pequeno número de entrevistadas que contaram ter tomado aspirinas.

Há algum tempo as mulheres grávidas já têm sido aconselhadas a evitar esse tipo de analgésicos.

O estudo não especificou a dosagem tomada pelas mulheres que tiveram abortos.

Aquelas que tomam aspirinas nos estágios iniciais da gravidez teriam cinco vezes mais chances de enfrentar complicações que aquelas que tomam o medicamento mais tarde.

Segundo os pesquisadores, das mulheres que participaram da pesquisa nos Estados Unidos, as que se expuseram ao maior risco foram aquelas que tomaram os analgésicos por período superior a uma semana.

Paracetamol

Diferentemente dos analgésicos citados como perigosos, o paracetamol não traria problemas para a gravidez porque atua apenas sobre o sistema nervoso central.

As aspirinas e outras drogas antiinflamatórias não-esteróides fazem efeito sobre o corpo inteiro.

Os pesquisadores do Kaiser Foundation Research Institute afirmaram que precisam fazer novos estudos para confirmar as suas conclusões.

Mas, no artigo no British Medical Journal, escreveram: "Seria prudente aos médicos e às mulheres que planejam engravidar que saibam desse potencial risco e evitem usar drogas antiinflamatórias não-esteróides".

Melanie Davies, médica do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, na Grã-Bretanha, disse não haver razões para as grávidas ficarem alarmadas.

"É importante notar que este é um estudo muito pequeno e os seus autores enfatizam que precisam confirmar os resultados com novas pesquisas", afirmou Davies.

"Qualquer mulher que tiver preocupações com relação às descobertas deste estudo deve discutir o assunto com seu médico na próxima consulta."

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