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Pediatras dos EUA querem monitorar obesidade infantil
Alarmada com o aumento da obesidade infantil na população americana, a Academia Americana de Pediatria (AAP) resolveu adotar uma nova política para identificar e prevenir a doença. De acordo com o comunicado da AAP, lançado esta semana, pais e escolas devem submeter as crianças a exames que incluam a medida do índice de massa corporal (IMC), considerado pela instituição uma “ferramenta básica” na prevenção da obesidade infantil. O índice é calculado através da divisão da altura pelo peso do indivíduo. A AAP adverte que uma mudança brusca no índice pode ser um alerta importante para pais e médicos antes que uma criança com excesso de peso torne-se obesa. “Só o índice de massa corporal fornece a porcentagem exata do crescimento da criança em relação ao seu ganho de peso. Se o índice ultrapassar uma determinada porcentagem, é sinal de que a criança está engordando de forma exagerada,” afirmou a pediatra Nancy Krebs, porta-voz da AAP. Segundo a AAP, cerca de 30,3% das crianças americanas entre 6 e 11 anos estão acima do peso e 15,3% são obesas. Já entre adolescentes, entre 12 e 19 anos, 30,4% da população estão acima do peso, e 15,5% são obesos. Pais e filhos A AAP alerta para o fato de que o excesso de peso na infância é um fator de prevalência em obesidade entre adultos. Crianças acima do peso e que tenham pelo menos o pai ou a mãe obesos têm 79% de chances de continuarem gordos na vida adulta. Maus hábitos alimentares e sedentarismo têm sido apontados por profissionais da saúde como os principais fatores para o aumento da obesidade nos Estados Unidos. Cadeias de lanchonetes, como o McDonald’s têm sido freqüentemente responsabilizadas pela mídia americana pelo excesso calórico no cardápio americano. “Acredito que a indústria alimentícia tem um papel a desempenhar nessa questão, mas não creio que é justo apenas apontar as cadeias de fast food como responsáveis (pela obesidade),” afirma Krebs. “Se você for a qualquer restaurante nos Estados Unidos, verá que as porções são sempre excessivas. E tem sido demonstrado em pesquisas que se você oferece porções maiores, mais (comida) acaba sendo consumida.” Menos TV Para ela, o sedentarismo é um importante fator de risco na questão. Nesse sentido, o comunicado da AAP recomenda que crianças acima do peso se exercitem em atividades físicas individuais e que os pais limitem o seu tempo de exposição à TV. “Sabemos que nos últimos anos o tempo de atividade física geral tem diminuído entre as crianças,” explica Krebs. “Crianças que assistem quatro horas por dia de televisão têm uma chance maior de estar acima do peso. Ter uma TV no quarto é um indício de crianças acima do peso e assim por diante. A TV é um grande incentivo para ser sedentário. Ela substitui a atividade física”, completa. O excesso de gordura é uma séria questão de saúde pública nos Estados Unidos. Segundo o Centro para Prevenção e Controles de Doenças (CDC), cerca de 127 milhões de adultos, ou 64,5% da população americana, estão acima do peso, dos quais 60 milhões são obesos. Anualmente, cerca de 300 mil americanos morrem vítimas de enfermidades associadas à obesidade, como diabetes, doenças cardíacas e derrames. Os Estados Unidos desembolsam US$ 100 bilhões por ano em tratamentos de saúde relacionados à obesidade. |
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