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Atualizado às: 28 de julho, 2003 - 10h46 GMT (07h46 Brasília)
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Cientistas desenvolvem 'atlas do cérebro humano'

Cada cérebro é diferente em formato, tamanho e organização
Cada cérebro é diferente em formato, tamanho e organização

Cientistas de seis países estão desenvolvendo um mapa do cérebro humano que pode revelar como funcionam áreas que vão da linguagem ao movimento.

Com base em imagens dos cérebros de 7 mil pessoas, a equipe está montando um atlas cerebral que espera ser o mais abrangente retrato já feito das ainda pouco conhecidas estruturas e funções do órgão.

Os cientistas esperam que o estudo vá lhes permitir saber com mais precisão quais áreas do cérebro controlam funções específicas no corpo.

Outro objetivo seria descobrir as diferenças entre cérebros considerados saudáveis e os de pacientes de doenças como o mal de Alzheimer ou a esquizofrenia.

Dessa forma, os primeiros sintomas poderiam ser rapidamente identificados, permitindo que essas doenças fossem tratadas ainda no início.

A notícia do estudo se espalhou pela comunidade de neurologistas, que já enviaram uma série de imagens, fazendo aumentar o banco de dados.

Cérebros

O especialista em imagens cerebrais da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e um dos envolvidos no estudo, John Mazziota, explica que cada cérebro é diferente. Além da variação no formato e no tamanho, cada cérebro tem uma forma própria de organização.

"Não há dois cérebros iguais", afirma Mazziota. "Você não pode apenas apontar uma área do cérebro e dizer 'aqui está o lugar da linguagem'."

Mazziotta cita como exemplo o fato de cada cérebro lidar com o raciocínio e com o aprendizado de uma palavra de forma diferente.

"A execução dessas funções envolve um complexo circuito cerebral."

É por isso que especialistas na área dizem que a única forma de entender como o cérebro funciona é reunir informações do maior número possível de chapas, a fim de estabelecer como um cérebro "médio" funciona.

Também envolvido no estudo, o neurologista Artur Toga diz que até o início do mapeamento não havia como comparar as diferentes formas de os cérebros funcionarem.

"Agora nós podemos olhar para as informações de diferentes formas, o que permite que olhemos para diferentes aspectos do funcionamento do cérebro", afirmou Toga, que leciona neurologia na UCLA.

"O mais importante é termos um banco de dados geral com base no qual nós possamos comparar pacientes."

O cientista cita o exemplo do mal de Alzheimer, uma doença degenerativa.

"Nós sabemos como um cérebro com Alzheimer se comporta, mas o que nós realmente queremos é descobrir como um cérebro com Alzheimer era antes de a doença se manifestar."

O trabalho do grupo não está concluído.

À medida que novas imagens forem obtidas e estudadas, novas informações serão acrescentadas ao banco de dados.

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