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Programa quer desvendar segredos de copas das florestas
O Programa Global das Copas (PGC) lançou nesta sexta-feira a sua campanha "20:20 Vision for Canopy Science", no Jardim Botânico Real de Kew, em Londres, na Grã-Bretanha. A campanha tem como objetivo criar, nos próximos 20 anos, uma rede de 20 observatórios em copas de árvores em florestas do mundo todo inclusive no Brasil para dar aos cientistas um ponto-de-vista inigualável da superfície. Os pesquisadores temem que o "teto" das matas esteja sendo destruído mais rápido que qualquer outro habitat. Além disso, o programa também deve aumentar o conhecimento sobre a vida nas florestas e as mudanças climáticas no planeta. O PGC quer aliar pesquisa, conservacionismo, educação ambiental e arrecadação de fundos para melhorar as condições de vida daqueles que dependem das florestas para viver. Balões Nos próximos dez anos, o programa quer arrecadar milhões de dólares por ano para construir e operar a tal rede de observatórios que deverá utilizar guindastes, andaimes e balões.
Já existem dez destes observatórios, todos em florestas temperadas. O plano agora é criar outros dez em florestas tropicais, em "pontos-chave de biodiversidade", ou seja, áreas muito ricas em espécies em países como o Brasil, o Equador e na África Ocidental e Índia. Os observatórios serviriam também como sistemas de alerta para monitorar as mudanças climáticas no planeta, além de possibilitar o estudo de espécies só encontradas nas copas. O PGC descreve as copas das árvores como "o habitat mais rico, mais ameaçado e menos conhecido" da superfície da Terra. Financiamento Há estudos que indicam que 40% de todas as espécies terrestres vivem nas copas das árvores e são especializadas para a vida acima da superfície.
O financiamento do programa deve vir de indústrias, fundações e das Nações Unidas. "Se queremos reduzir a perda de biodiversidade significativamente até 2010, dentro dos compromissos assumidos no Encontro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, precisamos de iniciativas inovadoras como o PGC", disse Klaus Topfer, diretor-executivo do Unep, o programa de Meio Ambiente da ONU (Organização das Nações Unidas). "Precisamos não apenas pensar na ciência, mas também em como a biodiversidade pode trazer benefícios às comunidades locais e ajudar na luta contra a pobreza", acrescentou Topfer. |
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