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Atualizado às: 02 de julho, 2003 - Publicado às 18h55 GMT - 15h55 (Brasília)
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Técnica permitirá armazenar esperma em casa
Esperma
Esperma poderá ser guardado na geladeira

Uma nova técnica poderá permitir que homens armazenem seus espermas na geladeira de casa, ao invés de guardá-los em nitrogênio líquido em clínicas de fertilidade.

Cientistas acreditam que a técnica poderá acabar com a necessidade de congelar os espermatozóides, diminuindo o risco de trocas entre amostras.

A nova técnica, de secagem com ar, foi desenvolvida por pesquisadores do Centro de Reprodução Assistida de Jeddah, na Arábia Saudita.

No procedimento, uma amostra de esperma lavado é aplicada em uma lâmina de vidro e deixada por algumas horas para secar em um compartimento com circulação de ar controlada, impedindo que a amostra seja contaminada por bactérias.

Quando o esperma precisa ser usado, é colocado em contato com um fluído biológico criado originalmente para manter óvulos saudáveis.

Mobilidade

Acreditava-se antes que uma amostra de esperma seca com ar se tornaria inútil, pois perderia sua capacidade de nadar quando fosse hidratada novamente.

Entretanto, com o advento da técnica chamada de injeção intracitoplasmática de espermetozóides (ICSI) – em que um único espermatozóide é injetado diretamente no óvulo –, a falta de mobilidade não é mais um obstáculo para a fertilização.

Em algumas clínicas, a técnica ICSI está atingindo os mesmos níveis de sucesso da fertilização in vitro.

O estudo utilizou embriões formados a partir de 24 óvulos fertilizados com a técnica ICSI e espermatozóides reidratados.

Os pesquisadores descobriram que o processo de secagem por ar não impedia que os espermatozóides participassem dos primeiros estágios de fertilização.

No entanto, eles disseram que esses embriões demoravam mais do que outros criados a partir de esperma fresco para chegar à fase crítica de oito células.

O experimento foi considerado um sucesso pelos pesquisadores. "Nós acreditamos que nosso estudo confirma que o DNA do esperma é resistente à estragos durante a secagem com ar", afirmou Daniel Imodemhe, que coordenou a pesquisa.

"Nós estamos muito encorajados porque, mesmo sob condições experimentais, de 24 oócitos do grupo seco, dois embriões chegaram até a fase chamada de blástula. Acredita-se que só os embriões de melhor qualidade conseguem se desenvolver fora do corpo até esse estágio."

O uso de espermas secos por ar e armazenados em casa poderia livrar as clínicas de fertilização de boa parte de seus custos, já que a construção e manutenção de depósitos de nitrogênio é bastante cara.

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