Os argumentos do STF para decretar a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson

Roberto Jefferson

Crédito, Valter Campanato/Ag. Brasil

Legenda da foto, Presidente do PTB, Jefferson é aliado do presidente Jair Bolsonaro
Tempo de leitura: 2 min

O ex-deputado Roberto Jefferson foi preso na manhã de sexta (13/8) após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes acolher pedido feito pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que ficou conhecido como das "milícias digitais".

Na decisão em que autoriza a prisão preventiva, Moraes afirma que uma série de elementos colocariam Jefferson como parte do núcleo político de uma organização criminosa que tem como objetivo "desestabilizar as instituições republicanas" e que vem sendo investigada pela PF.

A organização criminosa é descrita como tendo "forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhantes àqueles identificados no Inquérito 4.781 [inquérito das 'fake news'], com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito".

Nesse sentido, a petição da PF elenca uma série de entrevistas e postagens de Jefferson que "incitaram a prática de crimes" e "ofenderam a dignidade e o decoro de ministros do STF, senadores e integrantes de CPI da Covid-19".

Em uma das entrevistas transcritas, o ex-deputado — que é presidente do PTB e aliado do presidente Jair Bolsonaro — afirma que é preciso "concentrar as pressões populares contra o Senado e, se preciso, invadir o Senado e colocar para fora a CPI a pescoção". Em outra, diz que o Brasil necessita "fazer uma limpeza, começando pelo Supremo, ninho de bruxas e urubus".

À Jovem Pan no fim de julho, Jefferson declarou que "o povo do Lula" era "LGBT, drogado, traficante, assaltante de banco". Questionado por um dos jornalistas, ele disse que equiparava a orientação sexual à prática de crimes porque todos representavam a "demolição moral da família".

Entre as postagens destacadas do perfil, há uma em que Jefferson refere-se ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, como "macaco chinês".

Além da prisão cautelar, Moraes determinou o bloqueio da conta do ex-deputado no Twitter e autorizou a busca e apreensão de armas e munições em endereços pessoais e profissionais do ex-deputado. A polícia também terá acesso a computadores, tablets, celulares e mídias de armazenamento.

line

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!

Pule YouTube post, 1
Aceita conteúdo do Google YouTube?

Este item inclui conteúdo extraído do Google YouTube. Pedimos sua autorização antes que algo seja carregado, pois eles podem estar utilizando cookies e outras tecnologias. Você pode consultar a política de uso de cookies e os termos de privacidade do Google YouTube antes de concordar. Para acessar o conteúdo clique em "aceitar e continuar".

Alerta: Conteúdo de terceiros pode conter publicidade

Final de YouTube post, 1

Pule YouTube post, 2
Aceita conteúdo do Google YouTube?

Este item inclui conteúdo extraído do Google YouTube. Pedimos sua autorização antes que algo seja carregado, pois eles podem estar utilizando cookies e outras tecnologias. Você pode consultar a política de uso de cookies e os termos de privacidade do Google YouTube antes de concordar. Para acessar o conteúdo clique em "aceitar e continuar".

Alerta: Conteúdo de terceiros pode conter publicidade

Final de YouTube post, 2

Pule YouTube post, 3
Aceita conteúdo do Google YouTube?

Este item inclui conteúdo extraído do Google YouTube. Pedimos sua autorização antes que algo seja carregado, pois eles podem estar utilizando cookies e outras tecnologias. Você pode consultar a política de uso de cookies e os termos de privacidade do Google YouTube antes de concordar. Para acessar o conteúdo clique em "aceitar e continuar".

Alerta: Conteúdo de terceiros pode conter publicidade

Final de YouTube post, 3