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Um mês após eleição nos EUA, Bolsonaro reconhece vitória de Biden
Um dia depois da ratificação pelo Colégio Eleitoral dos Estados Unidos da vitória do candidato democrata Joe Biden nas eleições presidenciais americanas, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, reconheceu formalmente o triunfo do opositor de Donald Trump.
"Saudações ao presidente Joe Biden, com meus melhores votos e a esperança de que os EUA sigam sendo 'a terra dos livres e o lar dos corajosos'", diz o comunicado divulgado na tarde desta terça-feira (15/12) pelo Ministério das Relações Exteriores em nome do presidente.
"Estarei pronto a trabalhar com V. Exa. e dar continuidade à construção de uma aliança Brasil-EUA, na defesa da soberania, da democracia e da liberdade em todo o mundo, assim como na integração econômico-comercial em benefício dos nossos povos", conclui a nota.
A confirmação pelo Colégio Eleitoral é um rito protocolar do sistema eleitoral americano, em que o presidente é escolhido de forma indireta.
A vitória de Biden foi declarada em 7 de novembro, quando as projeções apontavam que o democrata havia conquistado mais que os 270 delegados necessários para que fosse considerado eleito.
O presidente Bolsonaro, entretanto, não havia parabenizado Biden nos 37 dias que separaram os dois eventos. Foi um dos poucos chefes de Estado a não fazê-lo — o norte-coreano Kim Jong-un também não cumprimentou o novo presidente americano.
Nesse intervalo, Trump se recusou a reconhecer a derrota e lançou mão de diferentes recursos para tentar impedir que o oponente fosse efetivamente declarado presidente, com acusações sem provas de que as eleições haviam sido fraudadas.
Com a ratificação pelo Colégio Eleitoral, as opções do republicano para tentar impedir que Biden assuma a Casa Branca em 20 de janeiro são escassas.
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