Covid-19: Brasil registra 55 mortes e 10,6 mil novos casos da doença em 24 horas

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O Brasil registrou 55 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) de domingo (19/6). Com isso, o país totaliza 669.065 vítimas da pandemia até o momento.

No último dia, foram registrados 10.691 novos casos da doença. Desde o início da pandemia, o total de casos é de 31.704.193.

Como os registros de casos e mortes ficam acumulados em fins de semana e feriados, um indicador considerado mais fiel à situação atual é a média móvel de casos e óbitos nos últimos sete dias.

A média móvel de casos foi de 35.333, indicador que apresenta alta em relação às semanas anteriores.

Já a média móvel de mortes foi de 136. Esse patamar é semelhante ao observado em dezembro do ano passado, antes do início do surto causado pela ômicron.

De acordo com o painel global da Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos lideram globalmente em número de casos (86,2 milhões) e óbitos, mais de 1 milhão.

Em relação aos casos oficialmente registrados, em 2ª lugar vem a Índia (43,2 milhões), e depois o Brasil.

Em mortes, o Brasil está, de acordo com dados oficiais, em segundo lugar no mundo — embora a subnotificação de casos e mortes em diversos países (como Brasil, Rússia e Índia) torne as comparações mais complexas.

Vacinação e flexibilização

Após um primeiro semestre de 2021 com um ritmo muito aquém de nossas capacidades, a campanha brasileira de vacinação contra a covid-19 deslanchou a partir de julho do ano passado.

Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, já foram aplicadas 442,1 milhões de doses no Brasil. Esse número é referente a todas as doses, incluindo as de reforço. Já completaram o ciclo vacinal, com as duas doses ou com a dose única, 164,7 milhões de brasileiros.

Especialistas têm reiterado a importância da terceira dose da vacina. Segundo o Ministério da Saúde, até o momento 89,6 milhões de pessoas tomaram esse reforço. Alguns grupos já começaram a tomar a quarta dose do imunizante (também chamada de segunda dose de reforço).

Após a imunização de jovens e adolescentes e do início da aplicação de doses de reforço, o país viveu o desafio de incluir as crianças na campanha. Em 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Porém, o Ministério da Saúde somente anunciou o início da vacinação para esse grupo em 5 de janeiro deste ano.

Segundo um boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do final de abril, a expansão da cobertura vacinal entre as crianças segue num "ritmo muito lento". Mas, em uma avaliação geral, o documento afirma que o cenário atual é de "melhoria" em um "conjunto importante de indicadores" da covid-19 no país, não só pela redução nos casos de infecções e óbitos mas também de internações. Entretanto, o boletim alerta que "a pandemia não acabou e seus riscos continuam presentes, de modo que a transição para as próximas fases deve vir acompanhada de planos e planejamento de curto, médio e longo prazos".

Neste primeiro semestre de 2022, depois do pico da ômicron e do avanço da vacinação, diversas cidades e Estados do país retiraram medidas preventivas como a obrigação do uso de mascáras e a proibição a aglomerações. Em abril, o ministro da Saúde declarou que a covid-19 não seria mais considerada uma emergência de saúde pública, o que revoga algumas regulamentações e leis instauradas nos últimos dois anos. Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) segue com a classificação ativa de que estamos em meio a uma pandemia.

O boletim da Fiocruz recomenda o avanço da vacinação em locais com baixa imunização no país; a exigência do "passaporte vacinal" em prédios públicos e locais de trabalho; e o uso de máscaras em ambientes pouco ventilados, como o transporte público, e também por pessoas vulneráveis e/ou com síntomas gripais.

Histórico da pandemia

O primeiro registro do coronavírus no Brasil foi em 26 de fevereiro de 2020. Um empresário de 61 anos de São Paulo (SP) foi infectado após retornar de uma viagem, entre 9 e 21 de fevereiro daquele ano, à região italiana da Lombardia.

O novo coronavírus, que teve seus primeiros casos confirmados vindos da China no final de 2019, passou a ser tratado como pandemia pela OMS a partir de 11 de março de 2020.

A organização explica que, entre as pessoas que desenvolvem sintomas da doença, cerca de 80% se recuperam sem precisar de atendimento hospitalar. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca e fadiga. Pessoas com mais de 60 anos e com algumas condições de saúde prévias têm maior risco de desenvolverem quadros graves, mas jovens também podem ficar nessa situação. Afinal, novas variantes têm se mostrado mais contagiosas e, na percepção de médicos, algumas têm afetado com mais gravidade também a população mais jovem, em vez de apenas idosos e pessoas com comorbidades.

Milhões de pessoas pelo mundo precisam lidar ainda com as consequências da doença, a covid longa, que pode levar a problemas duradouros como de memória e concentração, falta de ar, alterações no olfato e paladar, dor nas articulações, entre outros.

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