'Quero conversar com PDT, PT, PCdoB. Mas não significa aliança', diz Rodrigo Maia, presidenciável do DEM
Tradicionalmente um político de direita e forte opositor dos governos petistas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM à Presidência da República, prega hoje um amplo diálogo com diferentes forças políticas que permita "conciliar o país".
Em entrevista à BBC Brasil concedida no dia do seu aniversário, 12 de junho, Maia lembrou que foi essa capacidade de articulação que lhe permitiu chegar ao comando da Câmara dos Deputados sem apoio do presidente Michel Temer, quando Eduardo Cunha foi afastado do cargo, e pode ser um ativo importante para presidir o país. Na sala ao lado da entrevista, parlamentares de vários pontos do espectro ideológico o esperavam para cantar os parabéns: de Heráclito Fortes (DEM) e Gilberto Nascimento (PSC), a José Guimarães (PT) e André Figueiredo (PDT).
Mas, aparecendo com no máximo 2% nas pesquisas de intenções de voto, alguns observadores acreditam que o demista jamais oficializará sua candidatura. À BBC Brasil, Maia disse que a decisão caberia a seu partido, o DEM, e que ele próprio irá conversar com outros pré-candidatos, inclusive Ciro Gomes (PDT), a quem elogiou durante a entrevista - o cearense é "mais competitivo" que outros postulantes do dito "centro", disse.
Na conversa, Maia também procurou se diferenciar do governo de Michel Temer, embora tenha defendido as principais reformas da atual administração e reforçado a necessidade de cortar gastos públicos.

