Como apartamentos do 'Minha Casa, Minha Vida' foram parar no Airbnb
Por muito tempo associado à construção de moradias em bairros periféricos, o programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida passou a alcançar também bairros centrais de São Paulo nos últimos anos.
Uma investigação da BBC News Brasil aponta que, nessas regiões valorizadas e turísticas da cidade, muitas residências financiadas pelo programa e construídas com incentivos fiscais da prefeitura para moradias populares não estão servindo como habitação, e sim como hospedagem para turistas e visitantes temporários.
Os beneficiários da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida (com renda até R$ 2.850) têm a obrigação legal de morar nas casas financiadas.
Nas demais faixas atendidas pelo MCMV, as regras federais não impedem a locação temporária dos imóveis.
Mas a prefeitura de São Paulo proíbe que imóveis classificados como Habitações de Interesse Social (HIS) e Habitações de Mercado Popular (HMP), que representam a imensa maioria dos imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida na cidade, sejam oferecidos no AirBnb ou outros serviços do tipo.
A apuração do repórter João Fellet revela formas de desvios no MCMV além de estratégias para burlar esses vetos e fazer com que esses imóveis destinados à moradia dos mais pobres acabem anunciados em plataformas de aluguel de curta temporada.




