Guarda Costeira cubana mata 4 pessoas que estavam em lancha registrada nos EUA; o que se sabe

Crédito, Getty Images
- Author, Bernd Debusmann Jr
- Role, Repórter da Casa Branca
- Tempo de leitura: 3 min
Quatro pessoas que entraram em águas cubanas em uma lancha registrada nos Estados Unidos foram mortas a tiros por agentes da Guarda Costeira nesta quarta-feira (25/2), informou o governo de Cuba.
O incidente aconteceu perto de Cayo Falcones, na província central de Villa Clara.
Segundo o Ministério do Interior de Cuba, os passageiros da lancha dispararam contra uma embarcação da Guarda Costeira quando foram interceptados. Como resultado, houve troca de tiros.
Além dos quatro óbitos, seis passageiros que estavam na lancha americana ficaram feridos. O comandante da patrulha também foi atingido pelos disparos.
As identidades das pessoas a bordo da lancha e o que elas estavam fazendo no local não estão claros.
O governo cubano informou que uma investigação foi aberta para esclarecer os fatos.

Crédito, Getty Images
Em comunicado publicado na rede social X, o ministério disse que a lancha registrada na Flórida, com o número de registro FL7726SWH, foi avistada perto de Cayo Falcones na manhã desta quarta.
Quando uma embarcação cubana com cinco integrantes da Guarda Costeira se aproximou do veículo para identificação, "os tripulantes da lancha atiraram", ferindo o comandante cubano, segundo o comunicado.
Agora você pode receber as notícias da BBC News Brasil no seu celular.
Clique para se inscrever
Fim do Whatsapp!
"Como consequência do confronto, quatro pessoas que estavam na lancha foram mortas e seis ficaram feridas".
Os feridos foram socorridos e receberam atendimento médico.
A BBC entrou em contato com o Departamento de Estado e a Casa Branca dos EUA para obter comentários.
O congressista da Flórida, Carlos Gimenez, ex-prefeito cubano-americano de Miami, disse que exigiria uma investigação sobre o que chamou de "massacre".
Ele acrescentou que as autoridades americanas "devem determinar se alguma das vítimas era cidadã americana ou residente legal".
A congressista da Flórida, María Elvira Salazar, afirmou nas redes sociais que estava acompanhando a situação e "aguardando mais detalhes das autoridades americanas".
Já James Uthmeier, procurador-geral da Flórida, afirmou que orientaria as autoridades policiais locais a investigar o incidente.
"O governo cubano não é confiável e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar esses comunistas", afirmou.
O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões entre os EUA e Cuba, que enfrenta uma crise de combustíveis cada vez mais grave, agravada pelo bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de petróleo da Venezuela, um aliado de longa data para a ilha.
A declaração cubana fez alusão a essas tensões, afirmando que "diante dos desafios atuais, Cuba reafirma sua determinação em proteger suas águas territoriais" e salvaguardar sua soberania.
O incidente também ocorre no momento em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chega a São Cristóvão e Névis para se reunir com líderes caribenhos, em meio ao esforço da administração de Donald Trump para aumentar a pressão sobre o governo cubano.



























