O que viu o fotógrafo que acompanhou por 24h operação no Rio com 121 mortos

Legenda do vídeo, Bruno Itan cresceu no Complexo do Alemão e foi para o local assim que soube da operação da polícia
O que viu o fotógrafo que acompanhou por 24h operação no Rio com 121 mortos

Por volta das seis da manhã de terça-feira (28/10), o fotógrafo Bruno Itan acordou com o celular cheio de mensagens.

Nos grupos de moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde ele cresceu, os relatos sobre um tiroteio se intensificavam.

Aquela manhã seria o início de uma megaoperação da polícia contra a facção do Comando Vermelho, que deixou pelo menos 121 pessoas mortas.

Assim que ouviu sobre o número de 2,5 mil agentes policiais envolvidos na operação, Itan decidiu sair de sua casa na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, e ir até a Zona Norte.

"Vi o tiroteio, vi os carros queimados, comecei a registrar. Comecei a retratar os moradores, que relatavam muita truculência dos policiais."

A imprensa foi impedida de avançar até o complexo da Penha. Mas, como cresceu na favela, o fotógrafo conseguiu entrar no local.

"Eu sei de alguns caminhos, alguns becos, e consegui ter acesso à comunidade, onde fiquei até de noite, até de madrugada, registrando os moradores que foram atrás de seus parentes, dos corpos na mata", contou.

"Vi corpo sem cabeça, corpos totalmente desfigurados."

Neste vídeo, Bruno Itan conta tudo o que viu e registrou durante 24 horas da operação mais letal da história do Rio de Janeiro.

Leia também a reportagem em texto.