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Quem eram os funcionários da embaixada de Israel mortos em Washington
A embaixada de Israel nos EUA identificou o casal morto a tiros em um ataque em Washington na quarta-feira (21/5) como Yaron e Sarah. A imprensa israelense noticiou que seus nomes completos são Yaron Lischinsky e Sarah Milgram.
Os dois eram funcionários da embaixada de Israel e foram mortos a tiros do lado de fora de um museu judaico no centro de Washington, a capital dos Estados Unidos.
O museu estava realizando um evento voltado para ajudar os moradores de Gaza, informou a organizadora da iniciativa à BBC no local.
O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, disse que o casal estava prestes a noivar e que o homem havia comprado uma aliança esta semana.
As vítimas "estavam no auge de suas vidas", publicou a embaixada no X. "Um terrorista atirou e as matou quando saíam de um evento no Museu Judaico da Capital, em Washington", diz o comunicado.
A embaixada afirma que sua equipe está "de coração partido e arrasada" pelo assassinato.
"Não há palavras que expressem a profundidade de nossa dor e horror diante desta perda devastadora. Nossos corações estão com suas famílias e a embaixada estará ao seu lado neste momento terrível."
Levi Shemtov é um rabino em Washington que conhecia o casal morto a tiros.
Ele contou à BBC, que via o casal em eventos judaicos na cidade.
Eles eram "pessoas simpáticas, populares", diz ele, e esta é uma "notícia brutal".
Organizações comunitárias judaicas reforçaram sua segurança nos últimos anos, diz ele, e "especialmente depois de 7 de outubro", quando o Hamas atacou Israel, matando cerca de 1,2 mil pessoas e fazendo mais de 250 reféns.
O ataque desencadeou uma ofensiva militar israelense massiva em Gaza, que dura até hoje, e que já matou dezenas de milhares de palestinos.
"Temos guardas armados nos cultos [das sinagogas] toda semana", diz Shemtov, acrescentando que agora eles aumentarão ainda mais a segurança.
Segundo o jornal Times of Israel, Yaron Lischinsky tinha 28 anos e trabalhava no departamento político da Embaixada de Israel em Washington.
Ele havia escrito algumas vezes no Times of Israel, e em sua descrição ele dizia ter mestrado em Governo, Diplomacia e Estratégia pela Universidade Reichman e bacharelado em Relações Internacionais pela Universidade Hebraica.
Uma página no LinkedIn atribuída a Lischinsky diz: "Acredito fervorosamente na visão delineada nos Acordos de Abraão e acredito que expandir o círculo de paz com nossos vizinhos árabes e buscar a cooperação regional é do interesse do Estado de Israel e do Oriente Médio como um todo. Para tanto, defendo o diálogo inter-religioso e a compreensão intercultural."
Um suspeito foi detido e identificado pela polícia como Elias Rodriguez, de 30 anos, natural de Chicago. Ele não estava em nenhuma lista de monitoramento das autoridades. Segundo a polícia, ele teria indicado que foi responsável pelo crime. A arma do crime foi encontrada.
A polícia conta que o suspeito estava caminhando de um lado para outro na rua fora do prédio do museu, e que ele abordou quatro pessoas. Neste momento, ele disparou contra duas delas.
A polícia afirma que ele gritou "libertem a Palestina" após ser detido, e os agentes "investigarão ligações com possível terrorismo".
O tiroteio em Washington ocorreu em um momento crítico, em meio às crescentes críticas internacionais à ofensiva militar israelense em Gaza e à rápida deterioração da crise humanitária no país.
Em entrevista coletiva na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a crítica feita a Israel por aliados como Reino Unido, França e Canadá. Ele afirmou que Israel estava aberto a um cessar-fogo temporário para permitir o retorno dos reféns mantidos pelo Hamas, mas, caso contrário, prosseguiria com uma intensa campanha para obter o controle total de Gaza.
Esta semana, em meio a alertas de que a fome está se aproximando, Israel aliviou o bloqueio total de 11 semanas a Gaza, alegando que visava pressionar o Hamas. Dezenas de caminhões de ajuda da ONU já entraram em Gaza, mas isso é apenas uma "gota no oceano" do que é necessário, segundo a ONU.