Que países usam voto eletrônico além do Brasil?

Crédito, Getty
- Author, Giulia Granchi e Mariana Sanches
- Role, Da BBC News Brasil em Londres e em Washington
- Tempo de leitura: 3 min
O uso de urnas eletrônicas não é exclusivo do Brasil.
Pelo menos 20 países adotam ou já utilizaram algum tipo de votação eletrônica, em diferentes escalas.
O Brasil, no entanto, implementou essa tecnologia de forma mais abrangente do que muitos outros países.
No domingo (6/10), por meio das urnas eletrônicas, os eleitores vão escolher prefeitos e vereadores em mais de cinco mil cidades brasileiras.
Por exemplo, a Índia e os Estados Unidos usam urnas digitais, mas apenas em partes do território, porque nem todos os Estados americanos adotaram o voto eletrônico.
Na Europa, países como Bélgica e França também utilizam esse sistema, mas em menor escala. Cada país, porém, adota um sistema diferente.
A urna eletrônica brasileira foi totalmente desenvolvida no país e é produzida em duas fábricas, localizadas em Ilhéus, na Bahia, e em Manaus, no Amazonas.
Embora os chips sejam importados, eles são testados, programados e soldados à placa-mãe da urna no Brasil, sob a supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Agora você pode receber as notícias da BBC News Brasil no seu celular.
Clique para se inscrever
Fim do Whatsapp!
De acordo com Julio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmar que a urna eletrônica não é eficaz por não ser amplamente utilizada em outros países é incorreto.
"Cada país tem um sistema eleitoral que reflete sua cultura", explicou ele à BBC News Brasil em uma entrevista em 2022.
O uso da urna eletrônica no Brasil, que começou em 1996, foi impulsionado pela alta incidência de fraudes com cédulas de papel.
Havia práticas fraudulentas, como a manipulação de cédulas em branco para gerar votos.
Alguns países que anteriormente utilizaram a votação eletrônica, como a Noruega, reverteram para as cédulas de papel.
Contudo, no caso da Noruega, a votação não era realizada por urnas, mas pela internet.
A decisão de voltar atrás ocorreu devido ao receio dos eleitores de que seus votos se tornassem públicos.
Testes de votação eletrônica foram feitos em eleições locais e nacionais na Noruega em 2011 e 2013, com o objetivo de incentivar a participação dos jovens, mas sem sucesso.
Após experimentar diferentes sistemas de votação eletrônica e realizar amplas consultas à população, o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha decidiu, em 2009, manter o sistema manual de registro e contagem de votos, devido à falta de confiança do público nos sistemas eletrônicos testados.















