'Eu consumia pornografia de câmeras escondidas — até virar vítima dela'
Eric e Emily estão entre os muitos hóspedes de hotel filmados sem saber por câmeras escondidas em quartos por toda a China.
Eric descobriu isso quando navegava por um canal de redes sociais que ele mesmo costumava acessar para consumir pornografia, quando, poucos segundos após o início de um vídeo, ele congelou.
Ele percebeu que o casal que observava — entrando no quarto, deixando as bolsas e, mais tarde, fazendo sexo — era ele mesmo e sua namorada, Emily (nome também fictício). Três semanas antes, eles haviam passado a noite em um hotel em Shenzhen, no sul da China, sem saber que não estavam sozinhos.
Uma investigação da BBC revelou a dimensão do comércio de “spycam porn”, pornografia com câmeras escondidas, ao se infiltrar, por mais de um ano, em uma rede que operava no Telegram e transmitia imagens de hóspedes de hotéis sem consentimento.






