Israel perde 24 soldados em dia mais mortal para seu Exército desde invasão de Gaza

Crédito, AFP
O Exército de Israel afirmou que 24 dos seus soldados foram mortos na segunda-feira (23/1) em Gaza — o dia mais mortal para as forças israelenses desde o início da sua operação terrestre na Faixa de Gaza.
O porta-voz principal das Forças de Defesa de Israel (IDF), Daniel Hagari, disse que, pelo que se sabe até o momento, 21 soldados morreram quando uma granada lançada por um foguete atingiu um tanque perto de dois edifícios onde eles estavam.
Segundo ele, os edifícios explodiram provavelmente como resultado de minas que as forças israelenses haviam instalado nos prédios para demoli-los.
Israel afirma que ainda está investigando os detalhes do incidente.
Outros três soldados foram mortos no mesmo dia em um ataque no sul de Gaza.
A explosão ocorreu na parte central de Gaza, perto do kibutz de Kissufim, que fica no lado israelense da fronteira, durante a tarde (horário local) de segunda-feira, disse Hagari.
Segundo o porta-voz, os soldados, todos reservistas, estavam participando de uma operação para garantir o retorno seguro dos moradores das cidades do sul de Israel, depois de dezenas de milhares terem sido evacuados após o ataque do Hamas em 7 de outubro.

Crédito, Reuters
O presidente israelense, Isaac Herzog, escreveu no X, antigo Twitter, que foi uma "manhã insuportavelmente difícil".
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"Em nome de toda a nação, consolo as famílias e rezo pela cura dos feridos", disse ele.
Segundo as Foças de Defesa de Israel, 217 soldados foram mortos desde a invasão por terra de Gaza em 27 de outubro - de um total de 545 mortos desde o ataque do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro.
Israel declarou guerra contra o Hamas depois que o grupo invadiu e matou ao menos 1,2 mil pessoas em Israel – a maioria civis – e fez cerca de 240 outras reféns em um ataque sem precedentes.
Pelo menos 25.295 pessoas – principalmente mulheres e crianças – foram mortas na campanha militar israelense em Gaza desde então, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.
Correção em 13 de fevereiro de 2024: Este texto afirmava erroneamente que cerca de 1,3 mil pessoas haviam morrido na sequência dos ataques de 7 de outubro do Hamas. Esta informação se baseava na contagem das vítimas que morreram depois, devido aos ferimentos, para além do número dos mais de 1,2 mil. A reportagem foi alterada para se referir agora aos cerca de 1,2 mil mortos, um número que inclui essas mortes posteriores mencionadas e que Israel afirma não ser definitivo.















