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Duas reféns americanas são liberadas pelo Hamas
Duas reféns americanas que haviam sido sequestradas pelo Hamas foram liberadas nessa sexta-feira (20/10), após um acordo mediado pelo governo do Catar.
Judith e Natalie Raanan, mãe e filha, estavam visitando parentes no sul de Israel, perto de Gaza, quando foram sequestradas em meio aos ataques do Hamas de 7 de outubro.
A embaixada americana em Jerusalém divulgou imagens de mãe e filha conversando com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por celular.
“[O presidente Biden] falou esta noite com as duas cidadãs americanas que foram mantidas como reféns pelo Hamas”, escreveu a embaixada no X (antigo Twitter).
“Estamos muito gratos por elas estarem seguras. Continuaremos a fazer tudo o que pudermos para unir todos os reféns aos seus entes queridos”.
Um vídeo divulgado pelas brigadas de al-Qassam, o ramo militar do Hamas, mostra agentes da Cruz Vermelha dando assistência às americanas após a libertação.
Quem são os reféns do Hamas
A BBC confirmou os nomes e as histórias de alguns dos reféns feitos pelo Hamas.
Israel diz que pelo menos 20 deles são crianças. A BBC confirmou os nomes de 18 dos menores de 18 anos que foram levados pelo Hamas, com idades entre 9 meses e 17 anos.
O governo israelense também afirma que pelo menos 10 dos reféns são idosos, com mais de 60 anos.
A Sala de Situação de Reféns criada por Israel tem acompanhado o caso e as tentativas de resgate dos civis capturados.
Mas Michael Milstein, que passou 20 anos na inteligência militar de Israel, alerta que o país “não tem todos os dados sobre todas as casas e ruas de Gaza”.
O Hamas tem a vantagem de ser capaz de esconder seus integrantes e seus reféns numa rede de porões e túneis subterrâneos.
Israel tem experiência em resgate de reféns. Criada em 1957, a sua unidade secreta Sayeret Matkal é bastante semelhante à SAS britânica ou à Força Delta americana.
A Sayeret Matkal ficou conhecida pela operação em Entebbe, em 1976, na qual reféns de um avião sequestrado por um grupo formado por dois palestinos e dois alemães acabaram resgatados em um aeroporto de Uganda.
O comandante da unidade era Yonatan Netanyahu, irmão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Yonatan foi a único militar israelense morto durante a operação.