Airbnb no Copan: a disputa entre moradores e donos de apartamentos do 'maior prédio residencial do país'
Símbolo da maior cidade do Brasil com suas curvas, brises e cobogós, o Copan, edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em São Paulo, tem se transformado pouco a pouco em um grande centro de hospedagem.
Isso tem criado uma disputa entre os donos e inquilinos de apartamentos no prédio — uma situação parecida, mas em dimensão bem maior, à de muitos outros edifícios em áreas turísticas das cidades brasileiras.
Dos 1.160 apartamentos do Copan, mais de 200 hoje já são destinados ao aluguel de curta temporada, especialmente pela plataforma Airbnb, a mais popular do gênero, segundo a administração do condomínio.
O número de apartamentos disponibilizados para aluguel de temporada faz com que o prédio tenha hoje um número de unidades de hospedagem semelhantes a de hotéis de médio porte, como a movimentada unidade da rede Ibis que fica da Avenida Paulista, que tem 236 quartos.
"Mudou o público, mudou a vizinhança, mudou a quantidade de gente circulando, mudou tudo. Antes, você sabia quem ia encontrar no elevador, seus vizinhos", afirma Alexandre Araújo, morador que aluga um apartamento no Copan há oito anos e é dono de uma barbearia na galeria que fica no térreo.
Nos grupos de moradores no WhatsApp, a conversa sobre os hóspedes é constante. Nas reuniões de condomínio, também, junto a uma expectativa de que uma nova legislação nacional regulamente essa atividade, que hoje fica em um "limbo" legal apoiado em decisões judiciais conflitantes, segundo especialistas.
Neste vídeo, o repórter Vitor Tavares conta mais sobre essa disputa da transformação do Copan em Airbnb.
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