Modelo deficiente na passarela de Londres
Há alguns meses eu escrevi neste blog sobre o programa de TV da BBC Britain's Missing Model, um concurso para escolher uma modelo deficiente física.
Pois bem, eu vi a vencedora, Kelly Knox, em ação durante a London Fashion Week, em um desfile organizado pela Thread, uma revista online de moda ética da BBC.
O desfile já era pouco usual, com roupas feitas de materiais reciclados tais como copos de plástico, etiquetas de papelão e papel alumínio.
Quando Knox entrou na passarela, eu não reparei de quem se tratava nem que lhe faltava um antebraço, até sua segunda aparição.
Quando assisti ao programa, tive dúvidas sobre se a indústria da moda estaria pronta e disposta a aceitar uma modelo deficiente física, quando não aceita nem mesmo modelos acima de um certo peso.

Vendo Kelly Knox na passarela, em meio a modelos sem deficiências físicas foi bem interessante e, ao contrário do que disseram alguns críticos na época do programa, ela não chamou uma atenção desproporcional por causa de sua deficiência.
Talvez ainda seja uma ação isolada, e eu não vi modelos deficientes (e nem mais cheinhas, diga-se de passagem) em nenhuma outra passarela. Mas talvez esse seja um primeiro passo para tornar a moda um pouco mais inclusiva.
ComentáriosDeixe seu comentário
O texto acima apresentado me fez refletir também acerca das paraolimpíadas. Observo, no dia-a-dia, nenhum comentário acerca das vitórias de nossos atletas, seja no convívio familiar ou do trabalho. Ontem, o Brasil ganhou o ouro no futebol ..., mas ninguém deu bola sobre tal façanha. A gente tende "normalmente" a excluir de nosso convívio os portadores de deficiência. Bom exemplo este da modelo Kelly Knox. Fred.
Fiquei tão curiosa em saber mais sobre isso qdo assisti o vídeo no you tube.Também sou portadora de deficiência física,e várias vezes elogiaram minha beleza e lamentaram seguidamente por ter um problema físico!
Engraçado porque nós deficientes tbm movimentamos a economia da moda.E porque excluir as pessoas?
Ser diferente é normal!Existe e sempre existirão pessoas com necessidades especiais!